Bem, já fazia mais de uma semana que não postava aqui né, aproveitei hoje que estou com pouco tempo pra escrever acho q assim funciono melhor e me da menos preguiça!
Tava reservando esse segundo post do blog pra uma coisa mais poética sei lá, porém aconteceram umas coisas que me deixaram meio puto da vida, por isso resolvi fazer um pequeno texto sobre realidade brasileira.
Nós acordamos de manhã, de mau humor e não xingamos a mãe do trocador do ônibus, nós chegamos a qualquer lugar pra mandar quem quer que for se fuder, mas o sistema faz com que a gente seja ofendido e gostar de quem nos ofende, você fica com raiva mas não percebe quem está contra você. Se você conhece o policial que fica com o carro parado na porta da sua casa e não vai com a cara dele, toma logo bronca, fala mal do cara pra todo mundo sem ao menos saber o nome dele. Às vezes o sujeito é mal educado e fala alto na porta da sua casa e te incomoda muito, porem alem de odiá-lo você respeita porque é policial. Ai o capitão do décimo terceiro batalhão, aquele que no outro dia tava no churrasco da oficina o seu amigo de infância, você toma uma cerveja, discute quem vai ser o novo zagueiro do Vasco e acha ele bom sujeito. Só que ai você ta voltando pra casa, linha amarela, você ta meio chapado, bebeu pra cacete e mau vê a cara de quem passa, ai um policial te para , te confunde com um traficante , te pede dinheiro, Você toma um tiro do safado e se recupera meses depois. Ai com muita raiva , você logo pensa , foi aquele safado que para a porra da viatura na frente da minha casa que me ferro, ele me conhece , sabe a placa do meu carro, sabe onde eu moro, só pode ter sido o filho da puta. Ai você lembra do Vidigal, aquele teu conhecido que moro lá em cima e meche digamos, com venda ilegal de artefatos bélicos, melhor dizendo, um traficante qualquer pé-rapado que bota um moleque qualquer pra vende munição na boca de fumo. A mas ele era velho conhecido do seu chefe que já tinha te apresentado sujeito. Você tomado de raiva da uma nota pro cara sumir com o pm que você acha mal encarado da face da terra, justamente aquele que você pensa q te deu um tiro no ombro naquele dia.
Pois é, mas quem te garante que foi ele? E se for o bom sujeito que você conheceu no churrasco?
Você sendo negro aposentado (exemplo relativo a fatos que aconteceram no ambiente que eu estudo), acostumado a sofrer preconceito, nunca vai pensar que foi o capitão com quem conversou que torcia pro mesmo time que você, pois ele era arrumadinho, sabia falar direito, e não era flamenguista.
Como você já tinha má impressão do sujeito que patrulha sua rua, pois costumava falar merda alto, tinha um cabelo esquisito e ainda por cima tinha dado uns pegas na sua filha cujo você achava que era uma inocente, e ele um demônio.
Ai o seu conhecido Vidigal realiza o serviço que você ordenou sem êxtase , o pm nunca mais apareceu na sua porta e muito pelo contrario, apareceu foi com um tiro de 12 na nuca na porta do estacionamento da rua vizinha. Ai você encontra sua filha chorando, e 3 semanas depois ela descobre que ta grávida de dois meses. Por inconseqüência do destino no mesmo dia aparece uma reportagem sobre a prisão de um capitão e seus comparsas da pm que extorquiam motoristas na mesma saída da linha amarela onde você havia levado o tiro.
Descriminar vale mesmo a pena?
Pra que ter inimigos se você pode ter amigos?
Nunca faça nada nem julgue ninguém se não tiver certeza, caso tenha, pense 2 vezes e se questione, antes de tomar atitudes que só deus deveria tomar.